Diário de escrita: A felicidade do escritor

A cada dia que me aproximo mais do final de meu primeiro livro, sinto que vou explodir de tanta alegria!

Ainda não acredito que consegui escrever uma história inteira, de um nível um pouco complexo devido a temática, que em breve disponibilizarei aqui no blog.

Estava revisando um capítulo alguns minutos atrás e sorria a cada paragrafo que escrevi, percebi que estava me apaixonando pela segunda vez por meus personagens.

Meu processo de escrita continua um pouco confuso, como disse no diário anterior. (Caso não tenha lido clique aqui) Consigo fazer as revisões e adaptação da história pela manhã, de uma maneira mais tranquila, porém, meu processo criativo após o almoço simplesmente não existe e volta apenas no final da tarde.

Estou aprendendo a respeitar esse tempo que meu corpo pede e não me cobrar muito. Por mais que faço uma tempestade quando não consigo escrever, no final eu sempre volto a criar e é isso que importa.

Gostaria muito de fazer os “diários de escrita” em vídeos, para um dia poder assistir e ver como eu era no início, porém, sou péssima me expressando verbalmente. Sinto-me intimidada pela câmera, é como se no momento em que estou gravando já tivesse várias pessoas assistindo e simplesmente travo e não consigo falar. Timidez é muito ruim!

Acho que, por enquanto, manterei os diários aqui por escrito. Afinal amo escrever, não é?

Também estou trabalhando em dois projetos paralelos ao livro: Uma outra história e nos contos que posto aqui no blog. Não sei se fazer isso é inteligente, afinal fico dividida em três trabalhos que exigem criatividade, porém, me ajudam nos momentos em que simplesmente não consigo dar continuidade em algum deles.

Minha cabeça não para um minuto e material para escrever dezenas de histórias eu tenho, só gostaria de ser duas de mim.

Me conte como é seu processo de escrita.

Autora: @regianecassiadasilva

Para ler meus contos clique aqui

Diário de escrita – O clichê do escritor

“O processo de escrita deve ser prazeroso e divertido, não esse sofrimento todo que você vive!” – Ele me disse.

Acredito que se minha vida fosse um filme, eu seria aquela escritora mentalmente perturbada que anda pela casa com um cigarro em uma mão e um copo de vinho na outra, tentando encontrar novamente o caminho para a criatividade.

Não, eu não fumo, e bebo socialmente nos finais de semana, porém, confesso ser mentalmente perturbada quando sinto-me travada em algo que estou criando. Entro em uma espécie de transe, sofrendo a cada segundo por não conseguir pensar em uma saída para minha história.

“É uma angústia inigualável. Sentava-se na sala, mordendo o lápis, olhava para a máquina de escrever, caminhava pelo quarto ou jogava-me em cima de um sofá, com vontade de chorar! Depois saía, interrompia alguém que estava trabalhando (…) e dizia: – É terrível, Max. Acho que esqueci como se escreve um livro! Simplesmente não consigo. Jamais vou escrever um livro novo!” (Autobiografia, Agatha Christie, p.479)

Quando li pela primeira vez essas palavras de Agatha Christie no blog da Karina Kuschnir, percebi que se uma grande escritora passava por bloqueios de criatividade ao ponto de achar que nunca mais conseguiria escrever um livro, quem sou eu para querer não ter esses bloqueios!

Por mais que seja normal nosso cérebro pedir por um tempo e simplesmente não querer trabalhar, deixando-nos com uma tela em branco sem estimativa de quando voltará a funcionar, não deixo de sofrer nesses momentos. Sinto-me tão impotente sem saber o que fazer, fico extremamente entediada e sem esperanças.

Estou escrevendo um livro – que em breve publicarei aqui – e sei que ao ter esses bloqueios a única coisa que posso fazer é esperar. Quando eu menos imaginar, voltarei a sentar na frente do computador e digitarei compulsivamente como se nada de “ruim” tivesse acontecido.

Entretanto, até esse momento chegar entro em um estado de sofrimento como se o mundo estivesse contra mim e nunca mais serei feliz.

“É como se só depois de muita reviravolta interna, depois de horas de tédio profundo, é que nos sentíssemos normais. (…) Ficamos, enfim, tomados por um sentimento de desesperança paralisante. De repente, por alguma razão desconhecida, uma espécie de fagulha faz com que comecemos a agir. Compreendemos que o livro está começando a nascer, que a neblina está se dissipando.” (Autobiografia, Agatha Christie, p.480)

Apenas gostaria de lidar melhor com esses momentos. No conto “A escritora em crise” deixo claro todos esses sentimentos de angústia que sinto durante esse processo. Olho meu diário de escrita e vejo poucas páginas de felicidade dizendo como minha história está evoluindo, afinal tenho prazer em choramingar dizendo que não consigo escrever ou que nunca serei uma escritora.

Hoje parei para analisar meu romance. Com um pouco de timidez, confesso que estou orgulhosa de mim. Estudei e fiz longas e dolorosas pesquisas para poder escrever cada capítulo. Valeu a pena cada lágrima que derramei ao passo que escrevia.

Espero trazer esse livro o mais rápido possível para vocês, leitores de meu blog. Inicialmente ele será gratuito! Postarei em um plataforma online para que todos possam ler tranquilamente. No futuro verei o que farei com ele, quem sabe se tornará um livro físico. Esse é meu maior sonho.

Autora: @regianecassiadasilva

Fontes:

Conto citado: “A escritora em crise”

Blog: Karina Kuschnir

Metas para os sonhos

“Não alcançarei o mundo em um ano, mas posso dar os primeiros passos para isso acontecer.”  – @regianecassiadasilva

Foi pensando nessa frase que decidi criar novamente uma lista de metas para 2021. Em 2020 resolvi não ter metas, apenas queria deixar as coisas acontecerem e acabou sendo a melhor decisão que tomei, afinal não conseguiria fazer muitas coisas e ficaria frustrada como sempre acontece quando olho minhas metas não realizadas. 

Uma coisa que preciso entender é que o importante é fazer apenas aquilo que está ao meu alcance. Ter metas não significa que serei obrigada a correr atrás de tudo como se mais nada importasse. Ter metas significa sonhar e querer realizar esses sonhos, mesmo sabendo que talvez não consiga tão já.  

Eu tenho muitos sonhos! Acredito que 2020 foi muito importante para eu começar a caminhar na direção de um deles. Por isso, criei uma pequena lista de metas para o novo ano e mesmo que não consiga realizá-las estarei feliz, porque vou fazer o meu melhor naquele momento para dar um passo em direção aos meus objetivos.  

E você, fez sua lista de metas? 

2021 – Um ano leve para todos nós

Estou aqui sentada no sofá de minha sala, enquanto as babatas cozinham para o almoço, ouvindo o som da chuva que cai lá fora. Finalizar o ano sentindo essa paz que tenho dentro de mim é mais do que eu esperava.

Quero terminar 2020 agradecendo por todos os aprendizados que esse ano me proporcionou. Apesar de ter sido um ano complicado, aprendi muito sobre as pessoas e sobre mim mesma.

Tenho a sensação de dever cumprido, fiz o meu melhor e não carregarei comigo para o próximo ano nenhum sentimento de culpa ou de incapacidade. Vou levar comigo para 2021 o seguinte pensamento:

“Tudo bem se eu não conseguir realizar todos os planos que fiz, afinal o mais importante será minha dedicação e persistência.”

Não acredito que a virada do ano é um grande momento que marcará a vida ou a transformará. Tudo só será transformado se eu permitir, se eu for a pessoa que fará essa transformação. Posso não alcançar o mundo em um ano, mas posso dar o primeiro passo para isso acontecer.

Não se esqueça: Não precisa esperar o dia primeiro para fazer uma grande mudança ou a segunda-feira para começar tal meta. Não acumule apenas alguns dias maravilhosos durante o ano, faça todos os dias serem maravilhosos. Comece hoje!